Na cirurgia do câncer de mama no afã de retirar os possíveis gânglios linfáticos contaminados com células cancerosas pode causar danos no sistema linfático axilar após a cirurgia ou a radioterapia para câncer de mama. Esse fato pode levar ao acúmulo regional ou generalizado dos fluidos linfáticos no espaço intersticial, conhecido como linfedema secundário. Maria Torres Lacomba, e colaboradores fisioterapeutas da Universidade de Madrid, Espanha, avaliam a eficácia da fisioterapia precoce na redução do risco de linfedema secundário. Em 120 mulheres que tiveram uma cirurgia da mama que envolveu a dessecação de linfonodos axilares foram distribuídos aleatoriamente em dois grupos; um grupo fez fisioterapia precoce e o outro grupo ficou como controle.
Pacientes no grupo de fisioterapia precoce foram tratados por um fisioterapeuta com um programa que envolve a drenagem linfática manual, massagem de tecido cicatricial, exercícios para o ombro e progressiva e ativa ação assistida, bem como uma estratégia de educação, enquanto o grupo controle recebeu apenas a estratégia de ensino . O linfedema clinicamente significativo secundária foi definido como sendo um aumento de 2 cm na circunferência do braço medido em dois pontos adjacentes comparado com o lado não afetado
Nas 116 mulheres que completaram 1 ano de seguimento, 18 (16 %) desenvolveram linfedema secundário, sendo 14 do grupo controle (25 %) e 4 no grupo de fisioterapia (7 %,). A análise de sobrevida mostrou que linfedema secundário foi diagnosticado quatro vezes mais cedo no grupo controle versus o grupo da fisioterapia Os autores concluem que a fisioterapia precoce é uma intervenção eficaz na prevenção do linfedema secundário nas mulheres após a cirurgia para o câncer da mama